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Design, Destaque

Negócio social de camisetas se reinventa constantemente

Posted: 12 de December de 2014 at 17:05   /   by   /   comments (0)
Greentee/divulgação

Greentee/divulgação

Todos já devem ter passado por um momento na vida no qual achou necessário parar tudo repensar suas escolhas. Carreira, relacionamento, família, estamos constantemente reavaliando tudo que nos cerca. O publicitário Renato Russo e seu amigo, o designer Luiz Vicente, estavam nessa de refletir, principalmente sobre trabalho. Eles queriam buscar algo que valesse a pena.

Criaram então a Greentee, uma marca de camisetas que, além de ser descolada, ainda é campeã de gentileza: para cada camiseta comprada, uma é doada para uma instituição de caridade. Além disso, as peças são feitas em algodão orgânico e pet reciclado, e tintas à base de água.

A ideia era ótima, mas como viabilizar o projeto de vender uma camiseta e doar outra peça, sem fazer com que o preço final para o consumidor não fique alto demais? Planejamento! Eles fizeram os clientes perceber o valor da marca. “Nossa estratégia tem uma parte muito importante que é o aproveitamento total de tecido. A indústria da moda é conhecida por desperdiçar muito e achamos uma forma de economizar nesse ponto. É claro que o custo aumenta, porque é mais mão de obra, mais tecido. Mas é algo que conseguimos equilibrar na construção do preço e do valor da marca”, explica Luiz.

Mas a necessidade de mudar é algo que Renato e Luiz sentem sempre. Com três anos de mercado, eles resolveram fechar o e-commerce da marca. Parecia loucura, pois era na internet que a marca começou e se posicionou. Mas eles queriam mais que criar e vender camisetas descoladas e socialmente responsáveis: queriam que as pessoas repensassem suas relações. “A internet dá essa impressão de proximidade, mas na verdade é o contrário. O e-commerce é impessoal e frio. Era estranho receber um pedido e não saber quem era a pessoa e porque tinha comprado. Acreditamos que as trocas pessoais nunca vão acabar. É algo que hoje as pessoas subestimam, em favor do pensamento de que tudo precisa ser feito online. Começamos a focar energia no que estava dando mais certo”, diz Renato.

E eis que a interação com as pessoas passou a fazer parte do modelo de negócio da Greentee, que agora investe mais em projetos com empresas, instituições e ONG’s e na venda dos produtos diretamente para pequenas lojas. Eles querem ter menos clientes para trabalhar melhor a proximidade e estabelecer uma ponte com o destino final do produto.

Para quem acha que a Greentee já acho seu lugar, engana-se: Luiz e Renato gostam de deixar claro que a empresa está em constante evolução. “A Greentee não está pronta, ela é viva e a cada dia muda, se desenvolve e cresce de forma orgânica. Acho que nem é exagero falar que vemos essa busca constante para melhorar como um princípio”, enfatiza Renato.

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About Janaina Oliveira

Analista de Comunicação e Marketing, gosta de estudar sobre o mercado, as empresas e como elas podem inovar para fazer um mundo melhor.